Decorre de hoje até 14 de Outubro a Semana Mundial do Aleitamento Materno sob o lema "Amamentar na primeira hora de vida! 60 minutos que podem fazer a diferença".

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Amamentar  na  primeira hora  de vida  pode fazer  toda  a  diferença, salvando  a vida  a  milhões  de  bebés, defendem os especialistas. "E  não  é  apenas  no  Terceiro Mundo. A  amamentação  é  fundamental  para  a saúde daquelas crianças no  futuro", explica a enfermeira Adelaide Órfão, responsável  na  Direcção-Geral da Saúde (DGS) pela organização da semana.

Até domingo, a DGS organiza um conjunto de acções pelo país para sensibilizar as famílias e os profissionais de saúde para a importância do aleitamento precoce. "É preciso explicá-lo às mães, aos pais e até aos avós", diz a enfermeira Adelaide Órfão, responsável da DGS por esta área. "Temos de envolver  toda a família neste alerta, para que apoiem as mães, mas também possam exigir mais dos hospitais e maternidades."

 

 

As mulheres que decidem não amamentar ou desistem de o fazer após os primeiros dias de vida dos filhos baseiam-se muitas vezes em "mitos que é preciso desmistificar", defende Lúcia Leite, responsável na Ordem dos Enfermeiros pelas comemorações da semana que hoje arranca. "A ideia de que o processo é doloroso está errada", argumenta. "Há  problemas  com  o  peito  que  se  previnem durante a gravidez  ou se corrigem, porque normalmente resultam de uma má pega do bebé na mama."

 

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A estes "mitos" junta-se a ideia de "que amamentar ou dar  leite  artificial  é  o mesmo". Nada mais errado, provam os estudos. O leite natural contém anticorpos e funciona como uma "verdadeira  primeira vacina", protegendo o bebé das infecções e outras doenças. "É preciso ajudar as mães a perceber  que nenhum fórmula consegue reproduzir os benefícios do aleitamento  materno. " Mesmo sabendo que o leite artificial sacia o bebé durante mais tempo e provoca maior aumento de peso, "não é o melhor alimento".

 

 

 

O cumprimento pelos hospitais públicos e privados das recomendações sobre o aleitamento  da Organização Mundial de Saúde continua longe de  ser  prática  corrente.  "As  boas  práticas  têm  de  ser  a  regra,  não  a excepção. Há muitos hospitais onde a amamentação não é  incentivada  ou  acarinhada,  porque  exige  mais profissionais e organização", alerta Lúcia Leite.

O apoio de profissionais nos centros de saúde é essencial quando as mães vão para casa e os problemas da amamentação se agudizam. "É fundamental termos profissionais com  formação nos  centros de  saúde para dar este apoio", defende Adelaide Órfão. Esta semana serão abertos Cantinhos  de  Amamentação  em  6  centros  de  saúde do  Algarve e outros  quatro  na  região  de  Matosinhos,  para "aconselhamento e apoio domiciliário às mães". Para sábado está prevista uma onda de amamentação simultânea em vários pontos do país.


Extraido da Edição do Público de 8/10/2007



Para saber mais sobre Aleitamento Materno recomendo uma visita ao site do Aleitamento Materno.

 

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