O especialista da área da saúde da BBC, Fergus Walsh, visitou maternidades e recém-nascidos na Suécia e na Serra Leoa  e  relatou quais  são  as principais diferenças entre o melhor e o pior lugar do mundo para se nascer hoje em dia.



AS CRIANÇAS SÃO A PRIORIDADE

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Asa Anderson deu à luz um bebé saudável e não teve complicações  no parto. Mas  se  as  houvesse, uma equipa de médicos especialistas estaria mesmo ao fundo do corredor. Quem dá à luz na Suécia conta com dois obstetras, um pediatra e um anestesista ao seu lado. Este  país  escandinavo  tem  a mais baixa taxa de mortalidade infantil: três mortes em mil. Ali apenas uma em 17 400 mães morrem durante o parto. A Suécia tem um dos melhores serviços de saúde do  mundo e  uma  média  de  320 médicos por cem mil habitantes.

 

 

 

A SORTE DE SOBREVIVER OU NÃO
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A falta de infra-estruturas faz com que se leve seis horas de  Freetown, capital da Serra  Leoa, até  Kabala  (no  Norte  do  país).  Ali
Kumbah  Marrah  deu  à  luz um menino,  de  noite,  sem qualquer ajuda médica ou anestesia, numa sala sem electricidade e sem água corrente. Esta é a realidade no pior país do mundo para se nascer. Sobreviver  depende  da  sorte.  Neste  país africano a taxa de mortalidade infantil é de 270 mortes por mil  nados  vivos e uma em oito mulheres morre durante o parto. Existem dois médicos para cem mil pessoas.

 

 

 

No que respeita a Portugal, a taxa de mortalidade infantil é de 3,5 mortes por mil nados vivos, colocando-nos no grupo dos dez melhores países a nível mundial.

 

 

Extraido da edição do Diário de Noticias de 23 de Janeiro de 2008